Um milagre eucarístico do século XIII está relacionado à origem da Solenidade
Imagens Leandro Holsbach
Fiéis das 13 paróquias da Diocese de Dourados se unem mais uma vez nesta quinta-feira (4) para a celebração de Corpus Christi. A programação começou logo pela manhã com a confecção dos tradicionais tapetes nas avenidas Joaquim Teixeira Alves e Marcelino Pires e no trecho da Melvin Jones entre essas duas vias. Segundo os organizadores, serão pelo menos 1.000 metros de enfeites por onde passará a também tradicional procissão.
Às 15h tem a missa campal no Calçadão da Praça Antônio João, em frente à Catedral Nossa Senhora da Conceição. A celebração será presidida pelo bispo diocesano Dom Henrique Aparecido de Lima, com a participação de padres das demais catedrais da diocese.
Após a missa haverá a tradicional procissão. O percurso será da Joaquim Teixeira Alves até a Rua Melvin Jones, depois até à Marcelino Pires e retorno até a Catedral. Um trio elétrico vai acompanhar a procissão entoando cantos religiosos. A diocese espera público de pelo menos 10 mil pessoas na celebração.
Em entrevista ao repórter Leandro Holsbach, do portal Alerta Dourados, o padre Rubens, pároco da Catedral, fala sobre a celebração. Veja abaixo:
Imagens Leandro Holsbach)
A história sobre a celebração
(Texto extraído do site da Rádio Coração)
Um milagre eucarístico do século XIII está relacionado à origem da Solenidade de Corpus Christi, que a Igreja celebra na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Com a solenidade de Corpus Christi, a Igreja presta à Eucaristia um culto público e solene de adoração, gratidão e amor. A procissão de Corpus Christi uma das mais importantes em toda a Igreja Universal.
A festa de Corpus Christi surgiu na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon. Ela tinha visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Em meados do século XIII, o padre Pedro de Praga, que duvidava da presença de Cristo na Eucaristia, decidiu fazer uma peregrinação a Roma para rogar, sobre o túmulo de São Pedro, a graça da fé. Ao retornar, enquanto celebrava a Missa em Bolsena, na cripta de Santa Cristina, a Sagrada Hóstia sangrou, manchando o corporal.
A notícia chegou rapidamente ao papa Urbano IV, que se encontrava muito perto, em Orvieto. Ele tinha sido arcediago de Liège onde conheceu a beata Cornilon.
Urbano IV mandou que o corporal fosse levado até ele. Isso foi feito em procissão e, quando o pontífice os encontrou na entrada da cidade, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
Mais tarde, em 1264, o papa publicou a bula Transiturus de hoc mundo, com a qual ordenou que a Solenidade de Corpus Christi fosse celebrada em toda a Igreja na quinta-feira após o domingo da Trindade.
O papa Clemente V, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou uma vez mais esta Solenidade e publicou um novo decreto no qual incorporou o de Urbano IV. Posteriormente, João XXII instou sua observância.
A celebração dessa solenidade consta de missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.
No Brasil, uma tradição que se espalhou pelas cidades do país é a confecção de tapetes para a passagem da procissão. Os desenhos dão ênfase aos temas sobre a Eucaristia, mas a criatividade das comunidades dá um toque especial, com o uso dos mais diversos materiais, como serragem e pedras coloridas, borra de café, flores, areia, entre outros.