Cidades de Mato Grosso do Sul já registram nesta quinta-feira (6/8), efeitos severos do chamado “ciclone bomba”, alertado pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) ontem (5/8). O estado enfrenta duas influências climáticas que merecem atenção: tempestade e vendaval, conforme será detalhado ao longo desta reportagem.
Em Dourados, por exemplo, chove de forma contínua e moderada desde as 7h30, mas já por volta das 6h ventava forte na cidade e o sol até tentou aparecer, mas as nuvens carregadas predominaram. Até o momento, a Defesa Civil não registrou ocorrências no município.
Cenário diferente de Antônio João e Ponta Porã. As duas primeiras cidades foram atingidas por um forte temporal e, em alguns pontos, houve queda de granizo.
Em Antônio João, a força da chuva e dos ventos derrubaram paredes e árvores, e até telhados foram arrancados durante o temporal. Ponta Porã também registrou chuva forte e queda de granizo em alguns locais, contudo, não há registro de pessoas feridas.
Sobre os dois alertas que colocam MS em atenção, mencionados no início deste texto, a reportagem detalha que no caso da tempestade, a validade é para sábado (8/8), podendo ocorrer chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. O risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos é considerado baixo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
Em relação ao vendaval, o aviso é válido para esta sexta-feira (7/8), com ventos variando entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos de árvores.
O tempo hoje
A previsão para a maior cidade do interior do estado hoje, de acordo com o Inmet, é de chuva e trovoada isoladas ao longo da manhã, tarde e à noite. Amanhã, ainda muitas nuvens com chuva isolada, com os termômetros variando entre 20ºC e 30ºC.
No sábado (8/8), céu com muitas nuvens e pancadas de chuva isolada, com mínima de 18ºC e máxima de 35ºC. Já no domingo (9/8), Dia dos Pais, sol com poucas nuvens, não há previsão de chuva; mínima de 24ºC e máxima de 36ºC.
Entenda o que é o “ciclone bomba”
Segundo a PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), o nome técnico de um “ciclone bomba” é ciclogênese explosiva e ocorre quando há forte contraste entre massas de ar quente e frio, fazendo com que o sistema de baixa pressão se aprofunde e ganhe força rapidamente.