A empresa paulista Prohards foi reprovada pelo Governo do Estado na prova de conceito e a licitação para administrar a Lotesul, plataforma de jogos de Mato Grosso do Sul, vai à terceira rodada no próximo dia 11.
A Prohards ofereceu lance de 36% e é a segunda desclassificada. A primeira foi a Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda, com proposta de repassar 43,3% do faturamento ao governo. As duas foram reprovadas na prova de conceito.
Conforme publicação no diário oficial desta sexta-feira (06), a licitação da Lotesul vai a outra etapa de propostas no dia 11 de março, às 14h, quando a terceira empresa com melhor proposta deve ser convocada para prova de conceito.
O Governo estima que o vencedor da licitação terá um faturamento mínimo de R$ 51,4 milhões por ano. Como o contrato pode chegar a 35 anos, o faturamento garantido seria de R$ 1,8 bilhão.
Histórico complexo
Em março do ano passado, três empresas disputavam a licitação da Lotesul e o maior lance era de 21,57%. Porém, o certame foi suspenso após o empresário Jamil Name Filho, preso desde de setembro de 2019 e condenado a mais de 70 anos, questionar o processo e denunciar o direcionamento na licitação da loteria de Mato Grosso do Sul.
A Criativa Technology comandada por Sérgio Donizete Baltazar, de Dourados, também apontou irregularidades na época. Meses depois, em novembro, a 4ª fase da Operação Sucessione mostrou que a suposta organização criminosa comandada pela família Razuk pretendia assumir a nova Lotesul (Loteria de Mato Grosso do Sul), com perspectiva de faturar R$ 51 milhões por ano. Baltazar também foi preso nessa operação.
De acordo com a investigação, o deputado estadual Neno Razuk (PL), junto com o pai, o ex-deputado estadual Roberto Razuk, e os dois irmãos, Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto, planejava levar o jogo do bicho para Goiás e brigar com o controlador da jogatina naquele estado, conhecido como “Cachoeira de Goiânia”. Havia até um investidor não identificado disposto a aplicar R$ 30 milhões na empreitada.
Apontado como um dos patriarcas do poder paralelo no Estado há décadas, ao lado dos empresários Jamil Name e Fahd Jamil, que foram presos na Operação Omertà, o clã da família Razuk, apesar da saúde debilitada e dos graves problemas de saúde, continuava com poder sobre a organização criminosa.