O calor ganha força em grande parte do Brasil às vésperas do Carnaval e promete dias de temperaturas elevadas em dez estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do Brasil à medida que massa de ar quente com centro no Norte argentino e no Paraguai se expande.
Embora não seja uma época com temperaturas muito altas, que costumam ocorrer mais na região na temporada seca, no final do inverno e começo da primavera, a massa de ar quente deve levar muito calor também ao Centro-Oeste do Brasil com altas temperaturas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. As regiões mais quentes serão o Sul do Mato Grosso, na região de Cuiabá, e o Oeste de Mato Grosso do Sul, perto do Paraguai.
O calor intenso pode provocar desidratação, exaustão e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. Especialistas recomendam ingerir bastante água ao longo do dia, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes e utilizar roupas leves.
O consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado ou moderado, pois o álcool favorece a perda de líquidos e pode mascarar os sinais de exaustão pelo calor. Sempre que possível, intercale a folia com pausas em locais sombreados e mais frescos.
A proteção contra o sol é outro cuidado essencial em meio às multidões, tanto nas ruas quanto nas praias. Usar roupas leves, claras e de tecidos que facilitem a ventilação do corpo reduz o risco de superaquecimento.
Chapéus, bonés e óculos escuros ajudam a proteger a cabeça e os olhos, enquanto o uso de protetor solar deve ser reforçado ao longo do dia, sobretudo após banho de mar ou suor intenso. Evitar a exposição direta ao sol entre o fim da manhã e o meio da tarde também diminui o risco de insolação.
É importante ainda ficar atento aos sinais de alerta do corpo, como tontura, dor de cabeça, náusea, fraqueza e sensação de desmaio, que podem indicar exaustão pelo calor. Ao perceber esses sintomas, a recomendação é interromper a atividade, procurar um local arejado, beber água e, se necessário, buscar atendimento médico.
Em blocos lotados e praias cheias, combinar pontos de encontro e cuidar uns dos outros, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, é fundamental para aproveitar o Carnaval com mais segurança.