Mato Grosso do Sul teve quatro empregadores incluídos na atualização da chamada “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada nesta terça-feira (6/10), pelo TEM (Ministério do Trabalho e Emprego). O estado aparece entre as unidades da Federação com maior número de novos registros nesta edição, empatado com São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí.
Ao todo, o Ministério do Trabalho e Emprego incluiu 82 novos empregadores no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. Os casos estão distribuídos por 21 estados.
Minas Gerais lidera a relação, com 19 ocorrências, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão aparecem na sequência, com seis casos cada.
Além dos quatro registros de MS, a atualização reúne ocorrências em outros estados, com destaque para atividades como criação de bovinos para corte, serviços domésticos, produção de carvão vegetal, produção de café e construção de edifícios.
Os casos incluídos nesta edição foram identificados durante ações da Inspeção do Trabalho realizadas entre 2024 e 2026 e envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em todo o país.
A inclusão no cadastro não ocorre imediatamente após uma fiscalização. Segundo o MTE, o empregador só entra na lista depois da conclusão do processo administrativo relacionado ao auto de infração específico, com decisão definitiva pela procedência da autuação e após assegurados o contraditório e a ampla defesa.
Os nomes permanecem no cadastro por dois anos. Nesta atualização, 151 empregadores foram retirados justamente por terem completado esse período de publicação.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, canal utilizado pelo MTE para esse tipo de ocorrência.