Homem de 49 anos foi preso pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) durante a operação Sentinela, deflagrada nesta terça-feira (14/7), em Cassilândia, por armazenar material de abuso sexual infantil. A ação foi realizada também pelas delegacias da referida cidade e do município de Inocência.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada, identificaram o indivíduo suspeito de armazenar e compartilhar conteúdo infantil e, com base nos elementos reunidos durante a investigação, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
Os agentes realizaram análise preliminar dos equipamentos eletrônicos encontrados no local e localizaram no aparelho celular do homem, diversos arquivos contendo material de abuso sexual infantil, circunstância que resultou em sua prisão em flagrante.
A Polícia Civil destaca que o armazenamento, o compartilhamento e a comercialização desse tipo de material alimentam uma cadeia criminosa de violência sexual contra crianças e adolescentes. Cada arquivo representa uma vítima real, submetida a abusos que continuam sendo revitimizados a cada novo acesso, compartilhamento ou reprodução do conteúdo.
Por essa razão, a legislação brasileira trata essas condutas como crimes graves, independentemente de o investigado ter produzido ou apenas armazenado o material.
Saiba mais
A operação Sentinela tem como principal objetivo identificar e desarticular redes criminosas responsáveis pela produção, armazenamento, distribuição e consumo de material de abuso sexual infantil, atuando em diferentes camadas da internet, inclusive em ambientes com mecanismos avançados de anonimização e criptografia.
As investigações buscam interromper toda a cadeia criminosa, responsabilizando tanto os produtores quanto aqueles que mantêm a circulação desse material. O enfrentamento aos crimes de exploração sexual infantil exige atuação permanente e altamente especializada.
Denúncia
A Polícia Civil reforça que denúncias relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser realizadas de forma anônima por meio do Disque 100, em qualquer unidade policial ou pelos canais oficiais da instituição.