O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania publicou uma nota oficial em seu site afirmando que homens armados teriam invadido a comunidade indígena Avaité Mirim, aos fundos da Aldeia Bororó, em Dourados, e assassinado três pessoas. Entretanto, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, responsável pelas investigações, desmentiu essa versão.
Antes mesmo da conclusão das investigações, a pasta federal declarou que o crime envolvia invasores armados, disparos e incêndios, levando os moradores a se refugiarem na mata. A nota citava a morte de três vítimas: Janaína Benites Amarilha, de 36 anos, sua filha Mariana Amarilha Paula, de um ano, e Líria Isnarde Batista, de 76 anos. No entanto, após repercussão negativa, o texto foi retirado do ar.
Durante coletiva de imprensa na noite de segunda-feira (31/3), a Polícia Civil afirmou que a hipótese de ataque por homens armados foi descartada. Segundo as investigações, a principal suspeita do crime é Oragilda Batista Fernandes, de 29 anos, uma indígena que foi presa em flagrante.
Testemunhas relataram ter visto Oragilda saindo da residência momentos antes do incêndio. A suspeita apresentava queimaduras recentes, compatíveis com o momento do crime, e estava embriagada.
De acordo com a polícia, a autora teria atacado a idosa com um pedaço de concreto, asfixiado a criança e ateado fogo na casa com um líquido inflamável. As investigações descartaram a participação de outras pessoas e qualquer motivação ligada a questões de reforma agrária ou direitos indígenas.
Oragilda foi presa e responderá por triplo homicídio qualificado pelo meio cruel.