O tiro que matou Leandro Cáceres Quintana, de 22 anos, em frente a uma barbearia na Rua Ramão Osório, em Dourados, no início da noite de sexta-feira (16/1), foi acidental, conforme versão dada pelo autor Mateus de Souza Gaúna, de 26, e confirmada pelo SIG (Setor de Investigações Gerais).
Como noticiado anteriormente, Mateus foi preso no final da manhã deste sábado (17/1), no Bairro Harrison de Figueiredo, num trabalho conjunto com o Setor de Investigações Gerais e GMD (Guarda Municipal de Dourados).
Segundo o delegado responsável pelo caso, Lucas Veppo, a dinâmica dos fatos foi esclarecida a partir da análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e da oitiva de pessoas que estavam no local no momento do crime.
De acordo com a apuração, o homem de roupa preta, que aparece no vídeo, chegou à conveniência para conversar com Lucas e pedir crédito de celular. No local, ele encontrou Leandro, com quem mantinha uma desavença antiga de origem familiar. O conflito estaria relacionado ao fato de o irmão do autor estar preso, acusado de ser mandante do homicídio do primo do homem que havia acabado de chegar ao estabelecimento.
Durante a discussão, o autor sacou um revólver que carregava na cintura, engatilhou a arma e efetuou um disparo. Conforme a versão apresentada à polícia, o tiro não tinha como alvo o proprietário da barbearia, mas sim o homem com quem discutia, ou teria sido efetuado apenas com a intenção de intimidá-lo.
Ainda segundo essa versão, houve um erro na execução do disparo, que acabou atingindo o dono da barbearia, amigo do autor e que não tinha qualquer envolvimento com a desavença. A vítima tentou intervir na discussão e acalmar os ânimos, mas foi atingida e morreu no local.
O homem que seria o alvo do disparo conseguiu fugir correndo. O autor alegou ainda que havia ingerido bebida alcoólica no momento dos fatos.
Apesar do disparo ter sido tratado como acidental, o delegado explicou que o autor foi autuado em flagrante por homicídio doloso, já que, ao efetuar um disparo em um ambiente com outras pessoas, assumiu o risco de atingir terceiros, demonstrando indiferença quanto às possíveis consequências.
O caso segue sob investigação para o completo esclarecimento dos fatos.