O governo do Estado desclassificou a terceira empresa selecionada para operar a administrar a plataforma de jogos de Mato Grosso do Sul. A empresa Idea Maker Meios de Pagamentos e Consultoria não passou na prova de conceito, após apresentar proposta de 35,33% de repasse ao governo do Estado.
Antes dela, as empresas Prohards e Lottopro, também foram desclassificadas na prova de conceito, por não se enquadrarem nas questões técnicas exigidas no edital da Lotesul.
Agora o leilão da Lotesul vai à 4ª rodada no dia 7 de abril, quando mais uma empresa deve ser convocada para prova de conceito.
Governo estima que o vencedor da licitação terá um faturamento mínimo de R$ 51,4 milhões por ano. Como o contrato pode chegar a 35 anos, o faturamento garantido seria de R$ 1,8 bilhão.
Olhos atentos
Em março do ano passado, três empresas disputavam a licitação da Lotesul e o maior lance era de 21,57%. Porém, o certame foi suspenso após o empresário Jamil Name Filho, preso desde de setembro de 2019 e condenado a mais de 70 anos, questionar o processo e denunciar o direcionamento na licitação da loteria de Mato Grosso do Sul.
A Criativa Technology comandada por Sérgio Donizete Baltazar, de Dourados, também apontou irregularidades na época. Meses depois, em novembro, a 4ª fase da Operação Sucessione mostrou que a suposta organização criminosa comandada pela família Razuk pretendia assumir a nova Lotesul (Loteria de Mato Grosso do Sul), com perspectiva de faturar R$ 51 milhões por ano. Baltazar também foi preso nessa operação.
De acordo com a investigação, o deputado estadual Neno Razuk (PL), junto com o pai, o ex-deputado estadual Roberto Razuk, e os dois irmãos, Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto, planejava levar o jogo do bicho para Goiás e brigar com o controlador da jogatina naquele estado, conhecido como “Cachoeira de Goiânia”. Havia até um investidor não identificado disposto a aplicar R$ 30 milhões na empreitada.
Apontado como um dos patriarcas do poder paralelo no Estado há décadas, ao lado dos empresários Jamil Name e Fahd Jamil, que foram presos na Operação Omertà, o clã da família Razuk, apesar da saúde debilitada e dos graves problemas de saúde, continuava com poder sobre a organização criminosa.