Dados foram divulgados ontem, pela Secretaria Estadual de Saúde
Mato Grosso do Sul fechou o ano de 2025 com a dengue ainda impondo desafios à saúde pública. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), o estado registrou 14.126 casos prováveis da doença, dos quais 8.461 foram confirmados.
A incidência estadual chegou a 306,9 casos por 100 mil habitantes, índice considerado alto pelos parâmetros da vigilância em saúde. Ao todo, 20 pessoas morreram em decorrência da dengue no ano passado.
Em Dourados, segunda maior cidade de MS, foram contabilizados 217 casos prováveis da doença, com incidência em 89,2 casos por 100 mil habitantes, classificação considerada baixa quando comparada a outros municípios sul-mato-grossenses.
Apesar disso, o município confirmou dois óbitos ao longo do ano. As vítimas foram dois homens, de 45 e 64 anos.
O levantamento estadual mostra que o impacto da dengue em 2025 foi ainda mais intenso em municípios de menor porte. Cidades como Jateí, Figueirão, Inocência e Terenos lideraram o ranking de incidência, com taxas que ultrapassaram 5 mil casos por 100 mil habitantes.
No total, 50 municípios de Mato Grosso do Sul encerraram 2025 classificados com alta incidência da doença, evidenciando a ampla disseminação do vírus em diferentes regiões do estado.
Durante 2025, a vigilância laboratorial confirmou a circulação predominante do sorotipo DENV-2, além da presença de DENV-1 e DENV-3.
Atenção redobrada para 2026
Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, especialistas alertam que o risco permanece elevado no início de 2026. Em Dourados e em todo Mato Grosso do Sul, a recomendação segue sendo a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como recipientes com água parada em quintais, calhas e terrenos baldios.
Sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas vermelhas na pele exigem procura imediata por atendimento médico. O balanço de 2025 deixa claro que a dengue continua sendo uma ameaça real e que a prevenção segue como a principal aliada para evitar novos casos e mortes.