Antonio Fernando Martins da Silva foi preso ontem em operação da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico com apoio da Polícia Penal
Portaria publicada na edição desta sexta-feira (20) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul dispensa o policial penal Antonio Fernando Martins da Silva, 39 anos, da função de comandante do Grupo Tático de Escolta de Campo Grande. O grupo faz parte do Cope (Comando de Operações Penitenciárias), grupo de elite da Polícia Penal.
Em outra portaria, o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) Rodrigo Rossi Maiorchini designou o servidor Thiago Messias Duarte de Almeida para comandar o grupo tático.
Antonio Fernando Martins da Silva foi preso no âmbito da Operação Rota Blindada, deflagrada ontem para desarticular organização criminosa de tráfico de drogas.
Conforme a Denar, durante as investigações, foi identificada a participação do policial penal, que se valia da função pública e da utilização de viatura oficial caracterizada para transportar entorpecentes de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, para Campo Grande. A prática, conhecida no meio criminoso como “frete seguro”, consistia na utilização de veículo institucional como forma de reduzir o risco de fiscalização e garantir maior probabilidade de êxito no deslocamento da carga ilícita entre as cidades.
“As apurações indicam que a estrutura estatal era empregada como instrumento de facilitação da logística criminosa, conferindo aparência de legalidade ao transporte da droga e dificultando eventuais abordagens policiais”, afirmou a Polícia Civil.
A investigação foi coordenada pela Denar e contou com o apoio da Polícia Penal, por intermédio da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), que atuou no compartilhamento de informações estratégicas.
Nesta quinta-feira, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Corumbá. A identidade do outro preso é desconhecida.
As medidas judiciais envolvendo o policial penal foram acompanhadas pela Corregedoria da Polícia Penal, assegurando a regularidade, fiscalização e transparência dos atos praticados.