Rodrigo deixou a carceragem da Depac esta manhã e seguiu para a PED
Droga estava no quarto da filha de Rodrigo (Imagem: Dourados Informa)
Vai continuar preso, conforme determinação da Justiça, Rodrigo Lima Melo, de 32 anos, detido com 10,8 quilos de cocaína na noite da última quarta-feira (9/9), em Dourados. Ele estava com uma mochila contendo tabletes de droga no quarto da própria filha, de apenas dois anos – veja o vídeo acima.
De acordo com o juiz Pedro Henrique Freitas de Paula, da Vara das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal, na manhã desta segunda-feira (14/9), Rodrigo deixou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e seguiu para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).
A reportagem relembra que Rodrigo foi preso em casa, localizada no Conjunto Habitacional Izidro Pedroso. A ocorrência foi inicialmente enquadrada como tráfico, previsto no artigo 33 da Lei de Drogas e durante a análise do caso, o magistrado considerou que havia indícios suficientes de autoria e materialidade, com base nos depoimentos reunidos no auto de prisão e no laudo toxicológico preliminar. Com isso, homologou o flagrante e afastou a possibilidade de relaxamento da prisão por ilegalidade.
O ponto central da decisão foi a quantidade de cocaína apreendida – 10,8 quilos – afastando a hipótese de porte para consumo próprio ou de tráfico eventual. Para o juiz, o volume indicaria possível envolvimento mais estruturado com o comércio de entorpecentes.
O magistrado rejeitou a aplicação de medidas cautelares alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica ou outras restrições previstas no Código de Processo Penal.
Também foi determinada a destruição das drogas apreendidas, com preservação de amostra para a realização do laudo definitivo e eventual contraprova.
Rodrigo passou por audiência de custódia e declarou trabalhar como colorista automotivo, ter renda mensal de R$ 1,6 mil, manter união estável e não ser usuário de drogas. Informou já ter sido preso anteriormente em Dourados por violência doméstica.
Na casa dele, os policiais militares também apreenderam R$ 7,1 mil em espécie, mas ele não informou a origem do dinheiro.
Durante o interrogatório na delegacia, Rodrigo se manteve em silêncio sobre a cocaína, limitando-se a dizer que recebeu R$ 2 mil para guardar a cocaína.