Horas após a execução do traficante condenado por tráfico, Wagner Cantalupi Batista, de 41 anos, ocorrida na Rua Sete de Setembro, em Ponta Porã, o carro supostamente usado pelos criminosos foi encontrado totalmente queimado a cerca de 100 metros da Linha Internacional entre Brasil e Paraguai.
O veículo foi localizado por policiais paraguaios na região de Callejón Cano, em Zanja Pytã, ao lado de uma plantação de milho. O automóvel seria um sedã da Hyundai Elantra, mas o fogo destruiu os principais elementos de identificação.
Segundo as autoridades locais, o carro havia sido roubado em Goiás e circulava com placas paraguaia falsa. Técnicos foram chamados para examinar os destroços e tentar confirmar os dados do automóvel.
Relembre o crime
Wagner Cantalupi Batista era ex-presidiário condenado por tráfico de drogas e foi assassinado com 20 tiros de pistolas nove milímetros, em plena luz do dia, nesta quarta-feira (8/7), em Ponta Porã, cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero.
Ele era filho de Valdir da Silva Batista, o “Valdirzão”, bandido da fronteira morto em 2004.
Wagner trafegava pela Rua Sete de Setembro num veículo Fiat Siena preto, quando nas proximidades do Hemocentro de Ponta Porã, foi cercado por pistoleiros e assassinado dentro do carro. Os tiros atingiram o peito e a cabeça da vítima, provocando perda de massa encefálica.
Informações são de que os pistoleiros estavam em um carro branco e fugiram sem deixar pistas.
Histórico criminoso
Wagner foi preso por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) no dia 31 de janeiro de 2022, em frente à Câmara de Vereadores de Ponta Porã e transferido para Minas Gerais, onde cumpriu pena por tráfico de drogas.
Além disso, na época, ele foi apontado como integrante do crime organizado que atua na Linha Internacional entre Brasil e Paraguai. Wagner possuía extensa ficha criminal por violência doméstica e tentativa de homicídio e estelionato.
Bem anterior a isso, no ano de 2005, quando tinha apenas 20 anos, Wagner Cantalupi Batista foi preso na operação Maffia, deflagrada pela PF (Polícia Federal), juntamente com outros três comparsas, após serem flagrados com 7,5 toneladas de maconha.
A operação recebeu o nome da loja de roupas que o criminoso tinha no centro da cidade.