Guilherme de Souza Oliva, de 24 anos, conhecido como “Sagaz”, morreu após confronto com policiais do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) na noite desta segunda-feira (31/8), em Campo Grande. Segundo a corporação, ele teria apontado um revólver contra a equipe durante operação desencadeada para apurar informações sobre suposto plano de homicídio.
A ação teve início após o Choque receber informações de inteligência indicando que indivíduos estariam reunidos para planejar o crime. Com base na denúncia, as equipes seguiram até um imóvel localizado no cruzamento da Rua Martinho Marques com a Travessa George Muche, onde realizaram uma incursão tática.
Conforme o boletim de ocorrência, Guilherme foi flagrado pelos agentes retirando arma de uma mala, sendo que ao perceber a presença dos policiais, ele sacou um revólver calibre .38 e o apontou na direção da equipe, que efetuou disparos e atingiu o rapaz.
“Sagaz” foi desarmado ainda no local, socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao HR (Hospital Regional) da Capital, no entanto, ele não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar informou que o suspeito possuía mandado de prisão em aberto e antecedentes criminais.
Armas apreendidas
Durante a varredura na casa, os militares apreenderam uma espingarda calibre 12, modelo VR90, de fabricação turca, um carregador, além de munições de calibre 12 e um revólver calibre .38 com seis munições intactas.
Segundo o BPChoque, a espingarda apresenta características semelhantes às de uma arma que teria sido utilizada em homicídio registrado no último dia 28 de agosto, em Campo Grande. A possível ligação entre os dois casos, no entanto, dependerá de exames periciais e das investigações conduzidas pela PC (Polícia Civil).
Todo o armamento, as munições e os demais materiais recolhidos foram encaminhados para perícia.
O caso foi registrado, entre outros crimes, como desobediência, resistência, porte de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública e homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente do Estado.
As circunstâncias da ocorrência também serão apuradas pelas autoridades competentes.